Suzuki na EICMA 2026: a nova GSX-10R e a SV-7S, que continua a SV650

A Suzuki mostrou em Milão, a 3 de novembro de 2026, duas motas para 2027: a GSX-10R, uma desportiva de 152 cv com controlo de deslizamento, e a SV-7S, com o V2 de 645 cc da SV650, modos de condução e quickshifter. Preços ainda não foram anunciados.

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A Suzuki mostrou a 3 de novembro de 2026, no salão EICMA, em Milão, duas motas novas para 2027. A GSX-10R é uma desportiva de quatro cilindros com 152 cv, feita para a estrada e para a pista. A SV-7S continua a SV650, com o mesmo motor V2 de 645 cc, agora com modos de condução, controlo de tração e quickshifter. A GSX-10R chega no verão de 2027 e a SV-7S na primavera. A Suzuki ainda não deu preços.

GSX-10R, uma desportiva para usar todos os dias

A GSX-10R azul parada numa estrada de montanha com curvas

A Suzuki não apresenta a GSX-10R como a substituta da GSX-R1000R. A GSX-R1000R procura o máximo de desempenho, e a 10R foi pensada para se gozar em todo o lado, da pista à cidade. A posição de condução, porém, é a da superbike: o banco, o guiador e os poisa-pés ficam no mesmo sítio.

O banco está a 810 mm, 15 mm mais baixo do que o da GSX-R1000R, para servir a mais gente. O depósito leva 18 litros.

O motor de 152 cv

Desenho da Suzuki do motor de quatro cilindros da GSX-10R com o escape 4 em 1

O motor de quatro cilindros em linha dá 152 cv às 11.000 rpm e 106 Nm às 9.250 rpm. Na 10R tem cames, árvores de cames e carreto da distribuição novos, cabeça, cilindros e cárteres novos e moentes da cambota novos. As mudanças equilibram desempenho e fiabilidade e preparam o motor para os combustíveis com álcool que vão chegar.

O escape é um 4 em 1 e a embraiagem é assistida e deslizante, com a manete mais leve e reduções mais suaves.

Quadro novo e travões Brembo

A roda da frente da GSX-10R com a pinça Brembo e o disco de 310 mm

O quadro de alumínio tem as duas traves em linha reta, da direção ao eixo do braço oscilante. A distância entre o eixo da direção e as bainhas da forquilha passa de 35 para 30 mm, mais perto dos 28 mm da GSX-R1000R, para a mota entrar melhor nas curvas. O braço oscilante e o subquadro traseiro também são novos.

As suspensões são KYB e totalmente reguláveis, com forquilha de 43 mm e um amortecedor de trás desenhado para esta mota. À frente há pinças Brembo com bomba radial e discos de 310 mm. Os pneus são Bridgestone Battlax Hypersport S23, 120/70 R17 à frente e 190/55 R17 atrás.

Eletrónica com controlo de deslizamento

A eletrónica parte de uma plataforma inercial de seis eixos. O sistema principal junta controlo de tração, de cavalinho, de binário em inclinação e de deslizamento, com 10 níveis: quanto mais baixo o número, menos o sistema intervém.

O controlo em inclinação calcula o ângulo e a velocidade da mota e ajusta a potência antes de a roda patinar, em vez de cortar depois, como faz um controlo de tração simples. O controlo de deslizamento trata do início de uma derrapagem, e o de tração entra com mais força se a derrapagem crescer.

Há três modos de potência, todos com a potência máxima e uma entrega cada vez mais suave, ABS em curva, quickshifter para subir e reduzir, três níveis de travão motor, cruise control, limitador de velocidade e launch control.

A novidade é um sistema que segura a mota parada. Quando a mota para, o sistema mantém o travão de trás apertado durante 30 segundos, mesmo depois de quem conduz largar o travão, a subir, a descer ou em plano. Desliga-se com dois apertos rápidos na manete da frente ou quando a mota arranca.

O painel é um ecrã TFT a cores que liga ao telemóvel pela app Suzuki Ride Connect+, com navegação, notificações e meteorologia. Há uma tomada USB-C ao lado do painel. As luzes são todas LED, e os piscas iluminam também uma zona do chão à volta da mota, para quem está perto perceber melhor para onde a mota vai virar.

O ecrã TFT a cores da GSX-10R

Três cores e asas discretas

A GSX-10R vermelha e cinzenta numa estrada junto ao mar

A frente lembra as GSX-R, nas luzes de dia e nas entradas de ar. A carenagem foi afinada em túnel de vento, e a bolha é arredondada para caber o capacete quando quem conduz se deita na mota. Há pequenas asas na carenagem.

A GSX-10R vai haver em azul e prata com pormenores vermelhos, em vermelho e cinzento, e em preto e cinzento.

SV-7S, a SV650 de volta

A SV-7S azul a inclinar numa curva, ao fim da tarde

A SV650 saiu em 1999 como uma naked média, divertida e acessível, e esteve à venda até 2025. O motor V2 voltou em 2026 na SV-7GX, e agora a SV-7S retoma a ideia da SV650 original, com modos de condução, controlo de tração, quickshifter e ecrã a cores.

O V2 a 90 graus de 645 cc já foi montado em mais de meio milhão de motas desde 1999. Dá 73 cv às 8.500 rpm e 64 Nm às 6.800 rpm. Na SV-7S tem engrenagens da caixa novas, um magneto novo e um catalisador novo para cumprir a norma Euro 5+.

O mesmo quadro, banco a 785 mm

O quadro em treliça de aço e o motor V2 da SV-7S

O quadro em treliça de aço continua. O banco fica a 785 mm do chão, para quem conduz pôr bem os pés no chão. O depósito foi redesenhado, pesa menos e continua a levar 14 litros. O guiador de alumínio é mais largo do que o da SV650, para virar com menos esforço e conduzir numa posição mais natural.

As suspensões foram afinadas para o conforto, sem perder o controlo numa condução mais desportiva. Os pneus são Dunlop Roadsmart 3.

Três modos e quickshifter de série

O acelerador passa a ser eletrónico, o que permite três modos de potência. Os modos A e B dão os 73 cv, o B com uma resposta mais suave. O modo C suaviza o acelerador e limita a potência a 61 cv. Há ainda três modos de controlo de tração, quickshifter para subir e reduzir, arranque com um só toque e uma ajuda que sobe as rotações ao largar a embraiagem, para a mota não ir abaixo.

O ecrã TFT a cores liga ao telemóvel e mostra a navegação curva a curva, a meteorologia e as notificações. O farol redondo e os piscas são LED.

A SV-7S vai haver em azul e em prata e preto, as duas com o quadro prateado e as jantes azuis, e em preto, com jantes pretas e quadro cinzento.

A SV-7S prata e preta estacionada junto ao mar

Para quem tem uma SV650

O quadro é o mesmo, mas o depósito, o guiador e a eletrónica mudam. As peças da SV650 não passam sem mais para a SV-7S: cada peça só serve depois de o fabricante confirmar que encaixa.

Fontes

O motard mascarado por detrás da MotoZeni. Começou do zero numa CBR600RR e é marshal de pista. O Zero é o fundador da MotoZeni, a loja que publica esta secção.