GP da Malásia: Marc Márquez ganha, leva 44 pontos de vantagem sobre Martín e pode ser campeão no Qatar
Marc Márquez ganhou o GP da Malásia a 1 de novembro de 2026 e leva 44 pontos de vantagem sobre Jorge Martín, que não correu. No Qatar, a 8 de novembro, é campeão se fizer mais 30 pontos do que Martín e mais 8 do que Bezzecchi.
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Marc Márquez ganhou o Grande Prémio da Malásia a 1 de novembro de 2026, em Sepang, com 4,172 segundos de vantagem sobre Pedro Acosta. Álex Márquez, que partiu da pole, foi 3.º. É a sétima vitória de Márquez esta época e a 80.ª dele em MotoGP, e sai da Malásia com 399 pontos, 44 à frente de Jorge Martín e 67 à frente de Marco Bezzecchi. No Qatar, a 8 de novembro, pode fechar o título.

Márquez à frente desde a primeira curva

Márquez chegou primeiro à curva 1, com o irmão logo atrás. Álex atacou na curva 4, abriu a trajetória e Marc não voltou a perder a liderança. Na 10.ª volta já levava 1,5 segundos de vantagem e foi aumentando a diferença até ao fim, sem que ninguém se aproximasse.
Acosta passou Álex na curva 9, na volta 10, e repetiu o 2.º lugar de 2025. Tinha ganho o sprint de sábado, corrido com chuva em parte da pista, à frente de Márquez e de Bezzecchi, depois de Álex cair quando ia na frente.
Foi a terceira vitória de Márquez em Sepang na categoria rainha, depois de 2014 e 2018, e a 10.ª da Ducati nesta pista. O fim de semana juntou 196.542 pessoas em três dias, recorde do Grande Prémio da Malásia, contra 190.977 em 2025.
Álex Márquez não vai ao Qatar, porque é operado ao ombro direito a 2 de novembro, em Madrid, e quer voltar em Portimão.
Martín saiu de Sepang sem pontos
Martín chegou à Malásia com o rádio do pulso direito fraturado e a 10 pontos de Márquez. Fez 12 voltas no primeiro treino livre, os médicos deixaram-no continuar e, depois do segundo treino livre, retirou-se antes da qualificação. A meta dele passa a ser o Qatar.
Raúl Fernández também ficou de fora: fez o primeiro treino livre e os médicos declararam-no inapto.
A Aprilia continua sem pódio num Grande Prémio em Sepang

Marco Bezzecchi foi 3.º no sprint e lutou pelo pódio no domingo, mas Ogura tocou-lhe e passou-o na volta 18 e, na última volta, um erro na curva 14 deixou passar também Bastianini. Acabou em 6.º e perdeu 17 pontos para Márquez no fim de semana.
Ogura, 4.º nas duas corridas com a Aprilia da Trackhouse, foi o melhor da marca. Ogura assumiu o toque, «70-30, e 70 da minha parte», e Bezzecchi respondeu que o contacto era desnecessário mas que não guarda rancor.
O que falta para o título sair no Qatar
Faltam três rondas, o Qatar a 8 de novembro, Portimão a 22 e Valência a 29. Cada uma dá até 37 pontos, 12 no sprint e 25 na corrida, o que faz 111 em jogo. Depois do Qatar sobram 74.
Márquez é campeão no Qatar se nesse fim de semana fizer mais 30 pontos do que Martín e mais 8 do que Bezzecchi.
Com mais 30, a vantagem sobre Martín sobe para 74. Martín só o alcançava se ganhasse os dois sprints e as duas corridas que restavam, e mesmo aí o empate não o salvava: ficava com três vitórias em Grandes Prémios, contra sete de Márquez. Com mais 8, a vantagem sobre Bezzecchi sobe para 75, mais do que há em jogo.
Na prática, há duas contas simples:
- Se Márquez ganhar o sprint e a corrida, 37 pontos, basta que Martín não faça mais de 7. Bezzecchi, nesse caso, nunca faria mais de 29.
- Se Martín voltar a não correr, Márquez precisa de 30 pontos, por exemplo ganhar a corrida e acabar o sprint nos cinco primeiros. Nesse caso, Bezzecchi não pode fazer mais de 22. Um 2.º lugar no sprint e outro na corrida dão 29 e não chegam.
Acosta, a 104 pontos, também ainda tem o título ao alcance nas contas, mas nunca impede esta decisão.
O Qatar mantém-se, sem a Yamaha
A Yamaha anunciou a 1 de novembro que não vai ao Grande Prémio do Qatar, por manter as restrições de viagem da empresa para o Médio Oriente. A MotoGP respondeu que, depois de consultar as autoridades do Qatar, o circuito e consultores de segurança, nada justifica mudar os planos, e que o resto da grelha confirmou a presença. As consequências desportivas ficam nas mãos da FIM.
A ausência não mexe nas contas do título. O melhor piloto da Yamaha, Fabio Quartararo, é 14.º, com 79 pontos.
Moto2 e Moto3
Em Moto2, David Alonso ganhou à frente de Daniel Holgado, numa dobradinha da Aspar, e o estreante Ángel Piqueras subiu pela primeira vez ao pódio da categoria. Izan Guevara, 4.º, aproximou-se de Manuel González, 5.º, que lidera o campeonato com 276,5 pontos contra 273.
Em Moto3, Máximo Quiles, já campeão, somou a 11.ª vitória de 2026, à frente de Veda Pratama e Álvaro Carpe. O malaio Hakim Danish lutou pelo pódio até à última curva e foi 4.º.
Se o título de MotoGP não ficar fechado no Qatar, a oportunidade seguinte é em Portimão, a 22 de novembro, onde a Yamaha conta voltar a correr.
Fontes
- MotoGP: relatório do GP da Malásia (1 de novembro de 2026)
- MotoGP: classificação oficial da corrida
- MotoGP: Martín retira-se do GP da Malásia (31 de outubro de 2026)
- MotoGP: Raúl Fernández fica de fora em Sepang (30 de outubro de 2026)
- MotoGP: declarações da Yamaha e da MotoGP sobre o Qatar (1 de novembro de 2026)
- MotoGP: Álex Márquez anuncia a operação ao ombro (1 de novembro de 2026)
- MotoGP: Ogura e Bezzecchi sobre o toque (1 de novembro de 2026)
- Circuito de Sepang: público de 2025
- MotoGP: relatório de Moto2
- MotoGP: relatório de Moto3
O motard mascarado por detrás da MotoZeni. Começou do zero numa CBR600RR e é marshal de pista. O Zero é o fundador da MotoZeni, a loja que publica esta secção.